AntiqID

AntiqID

Marcas de prata

O punção leão passant — sterling, cidades e falsificações

O leão marchante não é nome de fabricante. É a marca de padrão sterling inglesa — e só faz sentido junto dos punções de cidade, data e fabricante ao lado.

Publicado em · 2026-07-20 · 8 min de leitura

O leão passant — um leão caminhando para a esquerda com uma pata dianteira levantada — é o punção que a maioria imagina ao pensar em prata antiga. Aparece em colheres, bules, castiçais e joias da Inglaterra e, com variações, das Ilhas Britânicas. Mas o leão sozinho diz apenas uma coisa: a peça foi ensaiada como prata sterling a 925 milésimos. Para datar, localizar e nomear a oficina, você precisa do resto do conjunto. Este guia explica como ler o leão passant, como ele se combina com marcas de cidade, por que a Escócia usa um cardo, e onde falsificações de folheado passam despercebidas.

In this cluster

Silver hallmarks cluster

Use the country guide as your map, then dig into the lion passant and the hallmark identifier when you want the app workflow.

Silver hallmarks hub

O que o leão passant realmente significa

No sistema britânico de contraste, o leão passant é a marca de padrão para prata sterling na Inglaterra. Certifica o teor — 925/1000 de prata pura — não quem fez a peça, nem onde foi vendida, nem quando foi ensaiada.

O leão caminha para a esquerda do observador. Uma pata dianteira está levantada no meio do passo. A marca fica num escudo cujo formato mudou ao longo dos séculos — pista útil de data quando você conhece o ciclo. Se vir um leão sem marca de cidade, letra de data ou iniciais do fabricante numa peça de tamanho relevante, trate a evidência como incompleta.

Sterling inglês 925 — o conjunto de quatro punções

A prata sterling inglesa genuína da era dos ensaios costuma trazer quatro punções juntos: leão passant (padrão), marca da cidade (escritório de ensaio), letra da data (ciclo anual) e marca do fabricante (iniciais registradas). Faltar um punção nem sempre significa falso — peças pequenas, reparos e exportação podem ser exceções — mas o conjunto completo é a norma em prataria de mesa.

Leia como uma frase: teor sterling, ensaiada em Birmingham (âncora) em 1891 (letra 'k' minúscula no escudo apropriado) por Elkington (iniciais registradas). O AntiqID combina os quatro antes de sugerir um intervalo de datas.

  • Leão passant = padrão sterling 925 (Inglaterra)
  • Marca da cidade = onde foi ensaiada
  • Letra da data = ano de ensaio num alfabeto cíclico
  • Marca do fabricante = iniciais registradas da oficina

Marcas de cidade — combinando o leão com uma cidade

Reconhecido o leão, a marca da cidade indica qual escritório de ensaio testou o metal. As cinco que você mais encontra:

  • Londres — cabeça de leopardo (coroada em ciclos antigos)
  • Birmingham — âncora
  • Sheffield — rosa (historicamente coroa; depois rosa)
  • Edimburgo — castelo (Escócia)
  • Dublin — harpa coroada (Irlanda)

Escócia: cardo vs leão passant

A Escócia não usou o leão passant inglês como marca de padrão sterling. Os escritórios de Edimburgo e Glasgow marcavam sterling com um cardo — ou, em peças antigas, variações documentadas em referências escocesas. Você ainda pode ver um leão em peças de aparência escocesa, mas isso muitas vezes indica ensaio inglês ou confusão moderna.

A marca de castelo de Edimburgo combinada com cardo como padrão é a combinação escocesa clássica. Não assuma que todo leão britânico é inglês — verifique se a marca de cidade é um castelo, se um cardo substitui o leão e se a letra de data corresponde ao ciclo escocês.

Irlanda e padrão Britannia

A prata sterling irlandesa usa uma harpa coroada como marca de padrão, com Hibernia em peças posteriores. O leão passant sozinho não é o símbolo sterling irlandês.

O padrão Britannia (958/1000) usa a figura sentada de Britannia em vez do leão passant e aparece em algumas peças inglesas do início do século XVIII e encomendas especiais. Se vir Britannia em vez de um leão marchante, está diante de um padrão de maior pureza — não de um erro ou falsificação.

Falsificações de folheado e leões decorativos

Prata folheada — EPNS, EPBM, 'A1', 'triple plate', Sheffield plate — é metal base com fina camada de prata. Não é sterling e não deve trazer um conjunto de ensaio genuíno. Mesmo assim, peças turísticas, talheres de reprodução e carimbos otimistas mostram um leão solitário ou par leão-âncora convincente sem letra de data legítima.

Sinais de alerta: leão nítido numa peça leve e macia; carimbos SHEFFIELD PLATE ou EPNS junto de um leão; leões rasos sobre latão visível nos pontos de desgaste; marcas de cidade que não correspondem a escudos documentados. Peso, desgaste e profundidade do punção importam tanto quanto o símbolo.

O AntiqID cruza a alegação da marca com construção, peso visível nas fotos e coerência do conjunto de punções para o período sugerido.

Fotografar o leão passant para identificação

Fotografe todo o grupo de marcas de frente, em luz indireta, preenchendo o quadro com o conjunto de punções. Depois faça uma foto com luz rasante — os punções são gravados no metal e projetam sombras que ajudam a ler letras desgastadas.

Se houver leão, capture a marca de cidade e a letra de data no mesmo quadro. Close só do leão raramente basta. Inclua o tipo de peça e quaisquer iniciais gravadas no corpo.

Pontos-chave

  • Leão passant = padrão sterling inglês 925, não marca de fabricante
  • Leia leão + cidade + letra de data + fabricante juntos
  • Escócia usa cardo para sterling; Irlanda usa harpa coroada
  • Leões solitários em peças leves costumam ser folheado, não sterling
  • Figura Britannia = padrão 958, superior ao sterling do leão passant

Leia o leão passant com o AntiqID

Fotografe o grupo de punções e deixe o AntiqID identificar padrão, escritório de ensaio, ciclo de data e oficina — e sinalizar folheado quando as marcas não fecham.

Baixar AntiqID

Disponível na App Store

Leia depois